TRAN_SE

 

um espetáculo de teatro. Um manifesto pela liberdade

 

TRAN_SE  um espetáculo de teatro. Um manifesto pela liberdade.

Um atestado de desespero.

Um monólogo de todos nós, e de quem mais quiser.

Um salto mortal para fora de todos os armários.

Um vômito. Um show de música.  Um desfile de moda.

Uma homenagem a Caio Fernando Abreu. A Alan Turing. A Jo Clifford.

Dedicamos TRAN_SE  às nossas famílias todas do Brasil.

E ao amor, que a tudo TRANS_passa, TRANS_borda.

“É urgente e imprescindível no século XXI uma rebelião de corpos”.

(Paul Beatriz Preciado)

2013. Joelson faz aniversário. Daniela vai à festa, e conhece Esmeralda de Los Niños, drag de Joelson que faz um show incrível, junto com outras drags de atores amigos. Apaixonada pelos talentos de Esmeralda, Daniela inicia um argumento policialesco e rocambolesco que desenvolve, junto com Joelson, criando o projeto de espetáculo teatral Cabaret Esmeralda (estrelado por Esmeralda, obviamente). Infelizmente, o projeto até hoje descansa na gaveta. Corta.

2015. Joelson estuda profundamente as questões de gênero e sexualidade, pensando em criar um trabalho para teatro. Daniela, então roteirista de Amor & Sexo, da TV Globo, passa meses também mergulhada no universo drag e trans nas pesquisas para o programa. Em um telefonema, compartilham o sentimento de urgência do tema no Brasil hoje, e o desejo de trabalhar artisticamente esse conteúdo.

Inicia-se aí o processo de criação de TRAN_SE.

E Esmeralda, que nesse meio tempo havia se TRANS_formado em apresentadora de um real Cabaré com seu nome no ECM Sérgio Porto, além de consolidado uma brilhante carreira como cantora country, é convidada para o processo.

 

O que move

2013. Joelson faz aniversário. Daniela vai à festa, e conhece Esmeralda de Los Niños, drag de Joelson que faz um show incrível, junto com outras drags de atores amigos. Apaixonada pelos talentos de Esmeralda, Daniela inicia um argumento policialesco e rocambolesco que desenvolve, junto com Joelson, criando o projeto de espetáculo teatral Cabaret Esmeralda (estrelado por Esmeralda, obviamente). Infelizmente, o projeto até hoje descansa na gaveta. Corta.

2015. Joelson estuda profundamente as questões de gênero e sexualidade, pensando em criar um trabalho para teatro. Daniela, então roteirista de Amor & Sexo, da TV Globo, passa meses também mergulhada no universo drag e trans nas pesquisas para o programa. Em um telefonema, compartilham o sentimento de urgência do tema no Brasil hoje, e o desejo de trabalhar artisticamente esse conteúdo.

Inicia-se aí o processo de criação de TRAN_SE.

E Esmeralda, que nesse meio tempo havia se TRANS_formado em apresentadora de um real Cabaré com seu nome no ECM Sérgio Porto, além de consolidado uma brilhante carreira como cantora country, é convidada para o processo.

 

As minorias, hoje, têm voz como nunca, e as diversas causas ganham a cada dia mais visibilidade. Ao mesmo tempo, somos o país mais violento do globo contra pessoas trans e homossexuais.

TRAN_SE quer ser um libelo, um imperativo da liberdade de gênero, da liberdade sexual, da liberdade familiar, da liberdade mundial. É um monólogo teatral pensado como um ato de auto-exposição, auto-inquisição, e de auto-ridicularização catártica. Um mergulho musical e purpurinado por vidas e vozes que se levantaram contra a hipocrisia e o preconceito.

Uma conversa muito franca, bastante despudorada, afiada e cortante, que ilumina e expõe o risco que corremos, todos, do terrível estado de exceção que, ao que tudo indica, se avizinha
 

O espetáculo

Somos, hoje, personagens de nós mesmos, nos re-inventando diariamente nos aplicativos e redes sociais. As intimidades, as crenças – e até as refeições -, são expostas e discutidas à exaustão, em posts que brotam infinitamente. Joelson e Daniela, desde o início do processo, entenderam que a narrativa deste espetáculo se dá por ideias e discursos, não por personagens.

“Conhecemos inúmeros depoimentos todos os dias, mas há questões de gênero e sexualidade pouco debatidas a fundo, que esperam olhares mais generosos e abrangentes”, coloca Daniela. “E o teatro ainda é o lugar do encontro por excelência, do debate e do olhar mais fundo nos nossos espelhos, ali ao vivo”, completa Joelson.

Através de vozes que foram caladas – como a do matemático Alan Turing, inventor do computador, e um dos primeiros casos da tentativa de “cura gay” documentados – e também de falas inventadas, como a do Amor (ele próprio), Daniela e Joelson criam uma narrativa nada linear, que se apropria despudoradamente das linguagens do musical, da dança, do strip tease, da contação de histórias, da missa e do rock’’ roll para costurar cenas independentes. Para construir esta dramaturgia livre, a dupla teve como referências obras que vão desde o Manifesto Contrassexual, de Paul Beatriz Preciado, até os Solilóquios de Santo Agostinho, passando por autores como Caio Fernando Abreu, e a transmulher Jo Clifford.

O espetáculo contém, ainda, altas doses de humor – que aproxima, antes de permitir o julgamento ou o preconceito -, e de música – que ativa canais perceptivos sensíveis, e não totalmente controláveis pela razão. Joelson, em seu primeiro monólogo, também canta, e se joga com tudo no samba “Meu Mundo é Hoje”, de Paulinho da Viola, entre outros. Com a canção “Rent” do Pet Shop Boys, ele faz um número que se inicia como uma dublagem, e acaba em um dueto inédito com ninguém menos do que Liza Minelli.

O cenário de Joelson e Daniela desenha um “studio livre”, onde essas múltiplas vozes e canções podem brotar, e vazar para a plateia. 

Ficha Técnica:

Dramaturgia, Direção e Direção de Arte – Daniela Amorim e Joelson Gusson

Performance – Joelson Gusson

Figurinos  – Paula Stroher

Iluminação – Paulo Cesar Medeiros

Visagismo – Rafael Fernandez

Direção de Movimento – Antonio Rodrigues

Preparação Vocal – Jorge Maia

Programação Visual – Evee Avila

Trilha Sonora – Biltre

Assessoria de Imprensa– Christovam Chevalier

Fotografias – Paula Kossatz

Produção Executiva – Igor Veloso

Direção de Produção – Aline Carrocino

De 27 de agosto a 19 de setembro

sáb e seg às 21h, dom às 20h

Classificação 16 anos